A dura verdade sobre o Mundial.
Prioridade é
sempre um assunto complicado. O que é
importantíssimo pra mim, pode não significar nada pra você. E vice-versa. Julgar algo ou
alguém, mais ou menos prioritário, é algo muito individual. Isso se implica
nesse torneio que os clubes disputam no fim de cada ano.
A
supervalorização da conquista por parte dos times de fora da Europa tem
diversos motivos. Entre eles, a
visibilidade mundia que se tem quando se ganha algo desta dimensão. A mentalidade da
vitória dos colonizados sobre os colonizadores é também uma delas. E como sempre,
a ideia do mais fraco triunfar sobre o mais forte é muito atraente.
Não que não haja
valor algum em conquistar o título em disputa, mas o torcedor imaginar (ou gritar
pro mundo inteiro ouvir) que com essa
conquista, torce para o "melhor time do mundo" é de uma bobagem sem
tamanho.
Nesse ano, temos
como maiores destaques dois times que tiveram pela primeira vez, a glória de
conquistarem seus continentes pela
primeira vez. Corinthians e Chelsea não podem mais serem acusados pelos rivais
de nunca terem triunfado fora
de suas fronteiras.
Mas as
semelhanças acabam por aí. O time alvinegro
e seus torcedores enxergam no Mundial, o topo da glória esportiva. Embora já tenham
em sua sala de troféu um desses, ainda sofrem com as xacotas de seus rivais
sobre a forma que conquistou
ele. No seu próprio país e com sua participação definida com motivos
questionáveis. Já os Blues,
vêem o torneio como um simples bônus. Não se importarão
com a derrota. Nem com a vitória. O topo de sua
história já foi alcançado. A Champions League, da forma conquistada, é
inigualável.
A verdade sobre
o Mundial é uma só. A Fifa usa o
torneio como mais uma maneira de expandir sua marca e poder. Convida
federações de todos os cantos do mundo e assim agrada à quem, caso se
rebelasse, causaria sérios estragos. Mantém assim,
toda sua soberania.
Enfim, que vença
o melhor.
Não do mundo, do
Mundial.
Por Neto Ferreira.


















