O mal das pessoas é
achar que o amor é um sentimento sublime e que supera tudo. O mal das pessoas é
acreditar que o amor pode superar a distância. Existem casos? Existem sim, mas
o amor acontece de forma diferente, para diferentes pessoas. Não podemos generalizar
e dizer que o amor supera a distância. Não, não supera. Não supera porque a
Fernanda que mora em Brasília não gosta de ausência e não consegue ficar sem o
Felipe que mora em Porto Alegre. Não supera, porque o Igor que mora em São
Paulo é galinha e se for pra balada vai ficar com alguma menina, mesmo amando a
Julia que mora em Natal.
O ponto é: ninguém é
igual a ninguém e os sentimentos são distintos. Não há porque padronizar algo
tão subjetivo. E não adianta me vir com essa de que "Se não supera, não é
amor". Quem é você pra dizer o que é e o que não é amor em outra pessoa?
Quem é você pra classificar um sentimento como verdadeiro ou não? Cada qual
sabe de si. Como diz Caetano, "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que
é...", então não há porque elevar o amor a um patamar inalcançável. É amor
até quando tiver que ser. É amor até deixar ser. O tempo age sobre tudo, e o
amor não escaparia ileso, nem eu e nem você.
Por Bruna Tamanini.
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