De
todos os clubes paulistas, o time do Parque Antártica é talvez o que mais tenha
nas suas
raízes,
impregnada a importância e a influência das famílias em sua vida. Isso
se reflete até mesmo nas famílias de seus torcedores.
Tirando
raras exceções, você dificilmente encontrará uma família palmeirense em que os
filhos não seguiram a paixão de seus pais. A
continuidade é feita de maneira quase que impecável. Algo
que é mais comum com outros times, famílias com pais são-paulinos e filhos
corinthianos ou filhos santistas com pais alvinegros, etc. Enfim,
a família palmeirense raramente se abre para outras.
Honrando
as mais características tradições italianas, os palmeirenses se reservam ao
direito de permanecerem irredutíveis. Não
aceitam que alguém de fora digam o que fazer, e as vezes até mesmo alguém de
dentro. Argumentam
em toda e qualquer situação para defenderem o que é certo ao seus olhos. Ignorando
assim, bons exemplos.
Significaria
a morte, para aqueles velhos senhores da sede do time do Palestra, aceitar, por
exemplo, o belo exemplo de organização e
reestruturação vindo de seu maior rival, o Corinthians. Eles
não aceitaram, e continuando não aceitando o fato de que, as escolhas de ambos,
estão sendo refletidas hoje. Os dois
caíram, mas voltaram de maneiras totalmente distintas.
O
Corinthians, após uma série B organizada e pensada, se estruturou e usou a
queda para se levantar ainda mais forte do que era.
Já o
Palmeiras, parece não ter usado isso à seu favor. Padece da cultura que tanto
preserva. A de ser "turrão" e pagar por isso.
Caso
o descenço realmente ocorra, o Campeonato Brasileiro de 2013 será, no mínimo,
30% menos interessante. A não
participação do Palmeiras acarretará em menos jogos interessantes e também o
resultado financeiro disso virá, e para todos; seus
rivais, televisão, CBF, e principalmente, o próprio Palmeiras.
Que
as coisas mudem pro lado do Parque Antártica.
A
família Palmeiras agradece.
Por Neto Ferreira.


















