O fato é que nenhum
relacionamento vai dar certo se não houver reciprocidade, o mesmo querer - ou
não querer - de um lado e do outro.
Imaginem:
Você conhece alguém.
Surge uma conversa inicial e você gosta da pessoa, o papo, por enquanto, é bom,
e você deseja conhecê-la mais (imaginem quaisquer pessoas nessa situação -
homem e homem, mulher e mulher, mulher e homem). Vocês passam a se encontrar
mais vezes, mas algo mudou. Você sabe que é o mesmo desde o primeiro dia até
aquele momento, mas a outra pessoa está estranha. Mas, como não havia nada de
mais ali você resolveu se afastar. Se a pessoa fosse atrás era sinal de que não
havia problema algum entre vocês. Mas ela não foi.
"Boom"!
Faltou troca. Não é uma coisa que a gente escolhe, mas é preciso saber
reconhecer quando uma relação se acaba por falta de reciprocidade, até porque
não podemos nos obrigar a sentir nada por ninguém, nem obrigar alguém a sentir
algo por nós. Sentir é natural, vem de dentro pra fora e só o fato de querer
não vai fazer com que sintamos. "Desapegar" é a palavra. Precisamos
aprender a não gostar, amar, precisar sozinhos. Se é unilateral, não é gostar,
nem amar, nem precisar. Se é unilateral é desperdício de tempo, de amor e
orgulho próprio. Ninguém nasceu pra dar murro em ponta de faca.
Se ele quer, ela tem
que querer de volta, porque querer sozinho é ruim demais. Se ele abre mão do
futebol um sábado no mês, ela tem que abrir mão das amigas uma vez. Egoísmo não
combina com reciprocidade, porque ao mesmo tempo que a gente quer que o outro
faça as coisas por nós, ele quer que façamos por ele. Basta balancear e assim
ninguém faz demais. Cada um faz um pouquinho e ainda sobra tempo pra uma
rapidinha, ou uma demoradinha, depende do tamanho do "T".
Por Bruna Tamanini.
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