Eu não sou de ninguém. Não, não
se engane, eu não vou citar o brado dos solteiros que dá continuidade a frase
anterior e diz: “eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. Eu sou minha.
Só minha. Não há pai, amigo, ou namorado que me possua. Há controvérsias?
É claro que num relacionamento
existe o pronome possessivo “meu”, “seu”, mas o sentimento de posse nunca deve
estar presente entre duas pessoas que supostamente se amam, se gostam, se
admiram. Você é exclusivamente seu e ninguém no mundo tem o direito de lhe
tirar isso. Assim como você não pode exigir nada mais do que o seu alguém pode
oferecer.
Antes de namorar as pessoas
estavam sozinhas e faziam o que bem entendiam, não deviam satisfações a
ninguém, salvo vossas respectivas mães. Ele ia pra balada, pegava quantas tinha
vontade, ia para o futebol com os amigos, bebia, conversava, se divertia. Ela
saía, se divertia também, saía pra dançar com as amigas e de quebra arranjava
um gato na noitada. O fato é que quando se está em um relacionamento as coisas
mudam. Mas não é porque mudam que a mudança tem que ser radical. É preciso
saber equilibrar as vontades e os deveres. É preciso também estabelecer pilares
de confiança, pois sem confiança não existe relacionamento que dure.
Ele é seu namorado (sua namorada),
mas não é sua propriedade, tem o direito de sair, tem o direito de estar com os
amigos, tem o direito de respirar e de viver, pois namorar não justifica anular
a vida particular por completo. Namorar significa compartilhar momentos, mas,
acima de tudo, significa respeitar o outro em todos eles. Respeitar a vontade
do outro e saber levar a vida com mais simplicidade, sem tanta preocupação. E,
bom, principalmente se ele não é seu namorado (sua namorada), nem demonstre
possessividade. Isso afasta as pessoas. Saiba se controlar e perceba que do
mesmo modo que você quer a sua individualidade respeitada, o outro também quer.
Por Bruna Tamanini.


















