SESSÃO: Conversa de Boteco - Por Bruna Tamanini

» Postado por: - Categorias: | 23 de out. de 2012
Possessividade: o joio dos relacionamentos.
Eu não sou de ninguém. Não, não se engane, eu não vou citar o brado dos solteiros que dá continuidade a frase anterior e diz: “eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. Eu sou minha. Só minha. Não há pai, amigo, ou namorado que me possua. Há controvérsias?

É claro que num relacionamento existe o pronome possessivo “meu”, “seu”, mas o sentimento de posse nunca deve estar presente entre duas pessoas que supostamente se amam, se gostam, se admiram. Você é exclusivamente seu e ninguém no mundo tem o direito de lhe tirar isso. Assim como você não pode exigir nada mais do que o seu alguém pode oferecer.

Antes de namorar as pessoas estavam sozinhas e faziam o que bem entendiam, não deviam satisfações a ninguém, salvo vossas respectivas mães. Ele ia pra balada, pegava quantas tinha vontade, ia para o futebol com os amigos, bebia, conversava, se divertia. Ela saía, se divertia também, saía pra dançar com as amigas e de quebra arranjava um gato na noitada. O fato é que quando se está em um relacionamento as coisas mudam. Mas não é porque mudam que a mudança tem que ser radical. É preciso saber equilibrar as vontades e os deveres. É preciso também estabelecer pilares de confiança, pois sem confiança não existe relacionamento que dure.

Ele é seu namorado (sua namorada), mas não é sua propriedade, tem o direito de sair, tem o direito de estar com os amigos, tem o direito de respirar e de viver, pois namorar não justifica anular a vida particular por completo. Namorar significa compartilhar momentos, mas, acima de tudo, significa respeitar o outro em todos eles. Respeitar a vontade do outro e saber levar a vida com mais simplicidade, sem tanta preocupação. E, bom, principalmente se ele não é seu namorado (sua namorada), nem demonstre possessividade. Isso afasta as pessoas. Saiba se controlar e perceba que do mesmo modo que você quer a sua individualidade respeitada, o outro também quer.

Por Bruna Tamanini.