SESSÃO: Conversa de Boteco - Por Bruna Tamanini

» Postado por: - Categorias: | 18 de set. de 2012
Gente que se limita. Gente que se cala, quando na verdade tudo que quer é gritar todas as palavras engasgadas em si. Gente que não olha nos olhos, que perde oportunidades por besteiras. Gente que julga, que aponta, que condena, mas que também erra. Gente corrompida, que beira a perfeição e a chatice. Gente que fala tanto, mas não quer dizer nada. Gente vazia e sem significado. Não tenho paciência para teatro na vida real. É tanto personagem que a essência se consome em alguns quilos de pó e alguns litros de perfume. O sorriso é forçado, espancado até que saia como se deseja. Elas se autoflagelam por uma imagem mais perfeita, enquanto isso o interior fica às moscas, abandonado, só esperando ser preenchido. E se transbordam de álcool. Amor que é bom, está em falta. Sumiu das prateleira. Extinguiu-se. Acabaram com o olho no olho, as mãos entrelaçadas e os beijos roubados. Tudo tem uma segunda, terceira ou quarta intenção. Simplicidade é palavra fora do vocabulário e os braços que te abraçam são os mesmos que te apunhalam. Somos obrigados a nos contentar conosco e não precisar de mais ninguém. Os sentimentos esfriaram e a vida resumiu-se numa busca incessante de alguém que nos aqueça.

Por Bruna Tamanini. Acessem: descendoacachoeira.tumblr.com