Sou corinthiano de nascença. Barcelona por opção, muito antes
disso virar "modinha".
Na Inglaterra, sou Manchester. Aqui em Pernambuco, sou Sport. Se tivesse nascido no Rio, seria Fla. Enfim, o que quero dizer é que sou dos "times do povo". Acho que tenho uma propensão à massa.
Uma coisa em comum existe em todos eles, uma facilidade e, ao mesmo tempo, uma dificuldade de se dirigir um clube desses. Facilidade, porque quando o trabalho é bem feito, o retorno aparece de uma forma muito mais rápida e vantajosa, pois se tem o patrimônio mais valioso de um clube, uma torcida grande e apaixonada. E difícil, porque uma gestão mal conduzida tem reflexos mais evidentes e escancarados. As cobranças em torno dos maus resultados esportivos e administrativos são mais severas. E isso o time rubro-negro sabe muito bem.
O time da Gávea, para irritação dos corintianos, tem comprovadamente, a maior torcida do Brasil. Sua torcida não é quase absoluta no seu estado, como a alvinegra é em São Paulo, mas sua difusão pelo Brasil é bem maior. Tenho conseguido perceber isso com minha mudança para o Recife. Mas o que isso siginifica? Em tese, implicaria num mercado que não poderia ser ultrapassado por ninguém. Uma verdadeira nação de pessoas, que, de geração em geração, passam à frente uma paixão que não se mede com números. O valor de uma torcida é incalculável. Porém, o Flamengo tem se especializado em ignorar tal fato. Com coleções de polêmicas e várias outras confusões, o clube tem, quase que semanalmente, uma manchete que beira o bizarro. Casos que vão desde um cavalo invadindo o CT do Ninho do Urubu até linha de telefone do clube sendo cortada por falta de pagamento. Os rivais adoram; a torcida, nem tanto. Pelo contrário, fica sem entender como seu time, com tanto recursos à serem explorados, se encontra nessa situação. Corro o risco de ser repetitivo, mas é quase impossível não comparar Corinthians e Flamengo, pelo tamanho de suas torcidas, as duas maiores do Brasil. Ao olhar para o quadro atual dos dois times, vemos uma disparidade enorme com vantagem para o time do Pq. São Jorge. Tanto no setor esportivo quanto no institucional. Com uma gestão que, senão a melhor, é uma das melhores em todo o país, o Corinthians deu vários passos a frente desde 2007, ano de seu rebaixamento. Conquistou um título brasileiro da série B, um Paulista de forma invicta, uma Copa do Brasil, um Brasileirão, e por último, a tão sonhada Libertadores.
Enquanto isso, o Flamengo, teve o Brasileirão de 2009, ganho de forma desleixada, com Adriano tendo mais mordomias do que um rei, e um Carioca com Ronaldinho ainda nas graças da torcida. Se tal quadro se mantiver ao longo dos anos, não é um exagero dizer que, devido a tais conquistas, o time de São Paulo, possa ultrapassar os cariocas em número de fãs.
Na Inglaterra, sou Manchester. Aqui em Pernambuco, sou Sport. Se tivesse nascido no Rio, seria Fla. Enfim, o que quero dizer é que sou dos "times do povo". Acho que tenho uma propensão à massa.
Uma coisa em comum existe em todos eles, uma facilidade e, ao mesmo tempo, uma dificuldade de se dirigir um clube desses. Facilidade, porque quando o trabalho é bem feito, o retorno aparece de uma forma muito mais rápida e vantajosa, pois se tem o patrimônio mais valioso de um clube, uma torcida grande e apaixonada. E difícil, porque uma gestão mal conduzida tem reflexos mais evidentes e escancarados. As cobranças em torno dos maus resultados esportivos e administrativos são mais severas. E isso o time rubro-negro sabe muito bem.
O time da Gávea, para irritação dos corintianos, tem comprovadamente, a maior torcida do Brasil. Sua torcida não é quase absoluta no seu estado, como a alvinegra é em São Paulo, mas sua difusão pelo Brasil é bem maior. Tenho conseguido perceber isso com minha mudança para o Recife. Mas o que isso siginifica? Em tese, implicaria num mercado que não poderia ser ultrapassado por ninguém. Uma verdadeira nação de pessoas, que, de geração em geração, passam à frente uma paixão que não se mede com números. O valor de uma torcida é incalculável. Porém, o Flamengo tem se especializado em ignorar tal fato. Com coleções de polêmicas e várias outras confusões, o clube tem, quase que semanalmente, uma manchete que beira o bizarro. Casos que vão desde um cavalo invadindo o CT do Ninho do Urubu até linha de telefone do clube sendo cortada por falta de pagamento. Os rivais adoram; a torcida, nem tanto. Pelo contrário, fica sem entender como seu time, com tanto recursos à serem explorados, se encontra nessa situação. Corro o risco de ser repetitivo, mas é quase impossível não comparar Corinthians e Flamengo, pelo tamanho de suas torcidas, as duas maiores do Brasil. Ao olhar para o quadro atual dos dois times, vemos uma disparidade enorme com vantagem para o time do Pq. São Jorge. Tanto no setor esportivo quanto no institucional. Com uma gestão que, senão a melhor, é uma das melhores em todo o país, o Corinthians deu vários passos a frente desde 2007, ano de seu rebaixamento. Conquistou um título brasileiro da série B, um Paulista de forma invicta, uma Copa do Brasil, um Brasileirão, e por último, a tão sonhada Libertadores.
Enquanto isso, o Flamengo, teve o Brasileirão de 2009, ganho de forma desleixada, com Adriano tendo mais mordomias do que um rei, e um Carioca com Ronaldinho ainda nas graças da torcida. Se tal quadro se mantiver ao longo dos anos, não é um exagero dizer que, devido a tais conquistas, o time de São Paulo, possa ultrapassar os cariocas em número de fãs.
Adriano, que agora tem mais uma oportunidade,
talvez a sua última. Não digo que
ele não pode voltar a jogar bem, mas para quem o acompanhou durante toda sua
estadia no Corinthians, com todo o suporte técnico e médico que lá teve,
é inevitável imaginar, mesmo que por um segundo,
que o Flamengo acabou fazendo um péssimo negócio. Tomara que haja um fim próximo para tamanho tormento
aos torcedores e simpatizantes (eu, incluso) do time da Gávea. Pois o Flamengo merece mais do que isso. Ainda que os
que mandam por lá, não.
Por Neto Ferreira.


















