Sentei-me no banco da praça,
abri meu livro e desliguei-me do mundo. As crianças gritavam, mas eu não ouvia,
os carros passavam e eu não enxergava. Se o mundo acabasse, eu não me daria
conta.
Não sei quando comecei a me
interessar por leitura. Talvez tenha sido com Pinóquio, ou Os Três Porquinhos,
ou com Moisés... Foram tantas histórias que já não me lembro da primeira. O
fato é que amo ler... Naquele dia me perdi na história de Anne Frank, chorei
com ela, me desesperei com ela e sorri com ela também. Depois de Anne, nunca
mais fui o mesmo, assim como depois de Mack – de A Cabana –, Lyra – de A
Bússola de Ouro –, Ronnie – de A Última Música –, e tantos outros. Fosse quem
fosse, a cada página, me mudava um pouquinho.
Não entendo pessoas que não
leem... A leitura nos leva a tantos outros mundos, apresenta-nos novas pessoas
e novos pensamentos. Um livro nos permite viajar sem nem sair de casa, ou do
escritório, ou da sala de espera do dentista.
Mude. Comece lendo pequenos
parágrafos, alguns textos e quando sentir-se pronto, comece um livro. Leve-o
para onde for. Quando sentir-se entediado com a conversa e/ou o lugar, abra-o.
Leia uma página, até que então sinta vontade de ler o livro todo no menor tempo
possível. É indescritível a sensação que se tem quando se devora uma história
de quase 300 páginas em três dias. Te garanto que é tão saudável quanto fazer
academia todos os dias.
Leia mais. Exercite a mente.
Passe essa ideia adiante.
Por Bruna Tamanini.


















