SESSÃO: Conversa de Boteco - Por Bruna Tamanini

» Postado por: - Categorias: | 21 de ago. de 2012


É com essa história que eu começo o texto de hoje.
Assisti esse episódio de A Liga e me emocionei. Sim, logo eu que não sou muito de chorar, chorei. Aprendi uma lição importante vendo aquele menininho de sete anos falando como gente grande. Morador de Paraisópolis, bairro humilde de São Paulo, sem as condições que muito de nós temos, Kayky, na infância, já tem objetivos... Mesmo que simplórios, objetivos claros, que talvez nem eu tenha. Com sete anos ele já tem consciência de que para conquistar é preciso trabalhar. Isso foi um tapa na minha cara, porque sempre me pego na preguiça, no marasmo. Além de abrir meus olhos para a realidade, percebi uma coisa muito valiosa: o ambiente não determina o caráter (sempre). Kayky vem de uma família humilde, mora num bairro periférico, é negro. Muitos veriam-no na rua e o julgariam "meliante", "trombadinha". Mas Kayky demonstrou o contrário: caráter e princípios não dependem de cor de pele, conta bancária e moradia. E digo mais, é de famílias assim que o Brasil precisa... Famílias que ensinam e apoiam, pois só essas famílias são capazes de criar cidadãos como o Kayky, simples, porém de grande caráter.
E atento para outra questão... Quantas vezes a gente se pega pedindo dinheiro pra Deus? Tantas! E não só dinheiro, coisas materiais em geral... Kayky tinha todos os motivos do mundo para pedir dinheiro, mas ele pede saúde. 
Tá aí uma lição, uma história pra gente pensar na nossa vida tão supérflua e medíocre. Pensem nisso.

(Espero que esse vídeo e esse texto mude nem que seja uma pontinha de vocês! Boa semana. "Make Love. Not war")

Por Bruna Tamanini.