"Cara, que mina bonita! Podia se arrumar mais que ficava linda... Pena que é lésbica..."
"Ah! Mentira! Como assim, mano?"
"É cara, ela anda pra cima e pra baixo com essa maria-homem aí. O povo fala né."
Como pode? Me pergunto isso sempre... Veados, lésbicas, tudo junto e misturado... Juro que não entendo. Mulher, um ser tão abençoado por Deus, com curvas dignas de apreciação tátil masculina - enfatize na sua cabeça a palavra "masculina" - gostar de outra mulher? Isso é tão fora do padrão.
Me peguei tão instigado com isso que um dia resolvi parar uma mulher e perguntar por que raios ela era lésbica. Estava tranquilo, andando pela rua, cidade pequena, sabe como é, topei com a mina.
"Ô, desculpa moça, foi sem querer" - providencial, ainda por cima derrubei todos os pães que ela carregava.
"Sem problemas" - ela sorriu femininamente e eu pensei comigo 'Cara ela tem... Vamos ver se é mesmo".
Numa tentativa de puxar papo eu perguntei: "Você que é a Fernanda, filha da dona Elisa?"
"Sim. Sou. De onde conhece minha mãe?"
"Bom, minha mãe é amiga da sua."
"Ah! Claro. Às vezes me esqueço que moro em cidade pequena".
"Pois é. Viu, já que derrubei todos os seus pães no chão, me sinto obrigado a comprar pães limpos, novos, outros pães. que seja. Vamos ali na padaria".
"Não, moço, magina".
Insisti e ela concordou. Fomos até a padaria, comprei outros pães e aproveitei para bater um papo com ela. Tomamos café e depois a acompanhei até em casa.
Fiquei amigo da Fernanda. Até o dia em que me senti íntimo o suficiente pra jogar na mesa o que tanto me incomodava.
"Fer, pergunta de amigo... Você é lésbica?"
Ela riu, gargalhou, colocou as mãos na barriga, se jogou na cama, parecia cena de filme, nunca vi nada mais lindo que ela, rindo igual uma boba. De repente ela parou. Ficou séria. Nunca tinha visto a Fernanda daquele jeito. Ela fechou a janela, trancou a porta. Imaginei que fosse me contar tudo e as minhas fantasias sexuais envolvendo aquele corpo maravilhoso iriam por água a baixo assim que ela me confirmasse o que eu tanto temia.
"Quer mesmo que eu te responda?"
"Mais que tudo", eu respondi.
Então, como nos meus sonhos, ela começou a tirar a roupa. Tirou a camiseta, tirou o shorts, soltou o cabelo e lá estava... Linda, morena, só de lingerie - preta, de renda - pra mim, só pra mim. Eu estava atordoado e feliz e confuso e morrendo (MORRENDO) de tesão, porque ela - sem aquele tênis, aquela camiseta do Nirvana, aquele cabelo preso e aquela cabeça baixa, era a coisa mais gostosa do mundo. Ela me beijou e começou a tirar minha roupa. Bom, vocês imaginam o que deve ter acontecido e, sinceramente, se toda lésbica for como a Fernanda, me apresentem.
Depois de tudo ela cancelou o silêncio:
"Uma lésbica faria isso?"
Se faria eu não sei, mas ela fez e eu nunca vou esquecer do dia em que eu conheci a lésbica da minha vida. Desde então torço para que todo homem encontre a sua.
(Caros leitores, esta é só uma nota de rodapé para que eu possa esclarecer algumas coisinhas. Um: a história é totalmente fictícia. Dois: tanto o cara, como a Fernandão são personagens, também fictícios. Três: não há nenhum teor homofóbico ou preconceituoso de modo algum. Espero que tenham gostado. Até terça que vem!)
Por Bruna Tamanini.
Como pode? Me pergunto isso sempre... Veados, lésbicas, tudo junto e misturado... Juro que não entendo. Mulher, um ser tão abençoado por Deus, com curvas dignas de apreciação tátil masculina - enfatize na sua cabeça a palavra "masculina" - gostar de outra mulher? Isso é tão fora do padrão.
Me peguei tão instigado com isso que um dia resolvi parar uma mulher e perguntar por que raios ela era lésbica. Estava tranquilo, andando pela rua, cidade pequena, sabe como é, topei com a mina.
"Ô, desculpa moça, foi sem querer" - providencial, ainda por cima derrubei todos os pães que ela carregava.
"Sem problemas" - ela sorriu femininamente e eu pensei comigo 'Cara ela tem... Vamos ver se é mesmo".
Numa tentativa de puxar papo eu perguntei: "Você que é a Fernanda, filha da dona Elisa?"
"Sim. Sou. De onde conhece minha mãe?"
"Bom, minha mãe é amiga da sua."
"Ah! Claro. Às vezes me esqueço que moro em cidade pequena".
"Pois é. Viu, já que derrubei todos os seus pães no chão, me sinto obrigado a comprar pães limpos, novos, outros pães. que seja. Vamos ali na padaria".
"Não, moço, magina".
Insisti e ela concordou. Fomos até a padaria, comprei outros pães e aproveitei para bater um papo com ela. Tomamos café e depois a acompanhei até em casa.
Fiquei amigo da Fernanda. Até o dia em que me senti íntimo o suficiente pra jogar na mesa o que tanto me incomodava.
"Fer, pergunta de amigo... Você é lésbica?"
Ela riu, gargalhou, colocou as mãos na barriga, se jogou na cama, parecia cena de filme, nunca vi nada mais lindo que ela, rindo igual uma boba. De repente ela parou. Ficou séria. Nunca tinha visto a Fernanda daquele jeito. Ela fechou a janela, trancou a porta. Imaginei que fosse me contar tudo e as minhas fantasias sexuais envolvendo aquele corpo maravilhoso iriam por água a baixo assim que ela me confirmasse o que eu tanto temia.
"Quer mesmo que eu te responda?"
"Mais que tudo", eu respondi.
Então, como nos meus sonhos, ela começou a tirar a roupa. Tirou a camiseta, tirou o shorts, soltou o cabelo e lá estava... Linda, morena, só de lingerie - preta, de renda - pra mim, só pra mim. Eu estava atordoado e feliz e confuso e morrendo (MORRENDO) de tesão, porque ela - sem aquele tênis, aquela camiseta do Nirvana, aquele cabelo preso e aquela cabeça baixa, era a coisa mais gostosa do mundo. Ela me beijou e começou a tirar minha roupa. Bom, vocês imaginam o que deve ter acontecido e, sinceramente, se toda lésbica for como a Fernanda, me apresentem.
Depois de tudo ela cancelou o silêncio:
"Uma lésbica faria isso?"
Se faria eu não sei, mas ela fez e eu nunca vou esquecer do dia em que eu conheci a lésbica da minha vida. Desde então torço para que todo homem encontre a sua.
(Caros leitores, esta é só uma nota de rodapé para que eu possa esclarecer algumas coisinhas. Um: a história é totalmente fictícia. Dois: tanto o cara, como a Fernandão são personagens, também fictícios. Três: não há nenhum teor homofóbico ou preconceituoso de modo algum. Espero que tenham gostado. Até terça que vem!)
Por Bruna Tamanini.


















