Vivi/Vivemos intensamente.

» Postado por: - Categorias: | 1 de dez. de 2011

Nós vivemos esse momento intensamente. Eu pelo menos vivi. Não sou o mais "popular" - se é que existe isso -, mas eu vivi cada minuto dos meus três anos "preso" com alegria. Nós vivemos "presos" com muita alegria.
Três anos atrás eu não queria sair de onde eu estava, mas por influência eu acabei me mudando pra cá. Eu não queria, eu admito, era algo diferente pra mim, sair de um colégio onde eu havia estudado minha vida inteira pra me aventurar em um novo colégio com pessoas advindas de vários lugares, pessoas diferentes, eu tive medo. Não tenho mais. Tenho prazer, tenho lágrimas nos olhos, tenho um sorriso nos meus lábios, tenho um carinho por vocês.
Não, não sou amigo de todos. De vários nem fiz questão de ser, em todo lugar tem aquelas pessoas que não nos desce pela garganta, mas existe em todos os lugares. Assim como várias não desciam na minha garganta, eu não descia pra várias pessoas. De outros eu quis ter uma amizade mais intensificada, mas se engane você que três anos é muito tempo pra conhecer as pessoas verdadeiramente, não é. Com outras pessoas eu criei uma amizade verdadeira. Criei uma identidade. São poucas, mas as verdadeiras amizades são assim, poucas. Há muitos colegas, muitos. Muitos.
Não importa, terceiro ano do colégio Nobel de Londrina, não importa as brigas, os abraços, os sorrisos. Nada mais importa, sabe por que? Por que acabou.
Há meses atrás queríamos que esse colégio acabasse logo. E hoje? Eu queria pelo menos uns dias à mais, pra poder fazer as coisas que eu não pude fazer, ou fui covarde demais pra fazer. Conversar com as pessoas que eu queria ter conversado, ter mandado aquele "Vai tomar no cu" bem gostoso, faz parte da vida. Mas acabou, não dá mais tempo
Mas entra na história, entra na história de cada um dos mais de 100 alunos daquela sala. Não foi um pedaço da vida, foi a vida até agora. Foram três anos, dois anos ou um ano que seja. Mais foi, passou. Acabou.
Que post mais paia. Não, não é tão não. É apenas um agradecimento, bem-vindo ou rejeitado, pouco me importo, mas é um agradecimento à todos, até àqueles que eu nunca troquei uma palavra se quer, sabe por que? Por que eu sei seu nome e eu nunca vou esquecer. 
Recuperações, notas, broncas, brigas, risadas, momentos tensos e tudo mais FAZ PARTE. Isso é escola. É como uma família, tem de tudo. Tem os Nerds, tem os esquisitos, tem os "populares", tem os tímidos sem talento e os tímidos com talento, tem os populares sem talento e os populares com imenso talento. Tem os gordos :). As meninas bonitas, as gostosas, as inteligentes. Tem gente boa, tem gente chata. Tem amigo, tem inimigos particulares. Tem atores, cantores, doutores, comunicadores, biólogos, veterinários, historiadores, geógrafos, sociólogos. Uma família grande com altos e baixos, uma família grande. Apenas uma família que ficará guardada eternamente nas nossas vidas.
Você pode sair do Nobel e nunca mais ver um aluno de lá, você pode sair de lá e conviver diariamente com um (o que seria um saco), você pode nem sair de lá, que Deus nos livre, mas que a Gaya foi bem séria sobre reprovações... Fez pessoas soarem frio naquele sala. Mas independente de qualquer coisa: Tudo sera lembrado, as coisas ruins vão virar piada e as boas, lágrimas. Professores, diretores e funcionários, entram nessa também. Marcaram. Cada um de sua maneira. Assim como você, aluno, acredite que de alguma forma você marcou naquele colégio, sendo o moleque bobão que não para de falar merda, sendo aquele inteligente que fala sempre antes do professor, sendo aquele cara chato, aquele amigo de todos. Sendo você, você marcou.
Você marcou o terceiro ano do Nobel e o último ano escolar da sua vida. Parabéns, NÓS VIVEMOS INTENSAMENTE CADA MOMENTO.
Obrigado.