Troca
de olhares sobre a mesa de jantar naquela noite fria de Setembro, anunciavam
uma tempestade. Os olhos verdes acompanhados de um lápis negro tão lindo quanto
a moça, olhavam fixamente e com desprazer para os meus olhos. Era uma sensação
horrível. Eu estava envergonhado.
Tudo isso por culpa de um homem. Um amigo já não mais amigo chamado Salomão. À mesa de jantar nós três: Eu, Anita e Salomão e um comentário desagradável:
— Que belos olhos tem a moça, Ezequiel - disse Salomão - olhos tão verdes que com o brilho da lua se tornariam duas belas esmeraldas. Cuide bem do que é seu, caro amigo Ezequiel.
Minhas veias saltavam compulsivamente pelos meus pulsos e pescoço, era nítida a minha reação de ciúmes. Era tudo tão claro, aquilo não passava de uma tentativa rude de Salomão tentar se aproximar da minha mulher e me deixar, cada vez mais, corroído de ciúme, mas ele não sabia de uma coisa, Anita era indivisível. Dei um soco na mesa e pus o vinho a dançar dentro da taça, então vem mais um daqueles olhares de Anita que me colocavam em posição desagradável. Eu não sentia mais gosto, eu não sentia mais o cheiro do vinho à dançar sobre a mesa. Apenas a cabeça doía.
Na noite que ela se deitou para dormir, nenhuma palavra sobre o acontecimento. Minha vontade era levantar da cadeira à beira da janela e chacoalhá-la até ela acordar e me dizer se havia algo entra ela e Salomão. Mas isso pareceria um ato de loucura. Eu era louco... Por ela.
Uma cama de lençóis brancos. Sobre ela uma linda mulher de olhos verdes cujo lápis já havia borrado. Os olhos agora fechados, a maquiagem nem havia sido removida, o batom vermelha ainda era forte em sua macia boca. Seus cabelos encaracolados e negros estavam caídos da cama dançando com o vento que entrava por debaixo da cama.
Uma faca. Uma linda faca, tão linda quanto a moça de batom vermelho. Coloquei-a para dormir eternamente. Craver com todo meu amor a mais bela faca no peito de Anita. Nenhuma reação. Um sorriso, sorriso de quem já pode ver o paraíso com um leve cheiro de enxofre. Coloquei o coração de Anita a dormir eternamente.
Nem um piscar de olhos, nenhuma expressão difernete, ela se foi como precisava ir: Amando-me e sorrindo.
Seu corpo era meu, sua vida já me pertencia e sua morte foi uma consequência.
Tudo isso por culpa de um homem. Um amigo já não mais amigo chamado Salomão. À mesa de jantar nós três: Eu, Anita e Salomão e um comentário desagradável:
— Que belos olhos tem a moça, Ezequiel - disse Salomão - olhos tão verdes que com o brilho da lua se tornariam duas belas esmeraldas. Cuide bem do que é seu, caro amigo Ezequiel.
Minhas veias saltavam compulsivamente pelos meus pulsos e pescoço, era nítida a minha reação de ciúmes. Era tudo tão claro, aquilo não passava de uma tentativa rude de Salomão tentar se aproximar da minha mulher e me deixar, cada vez mais, corroído de ciúme, mas ele não sabia de uma coisa, Anita era indivisível. Dei um soco na mesa e pus o vinho a dançar dentro da taça, então vem mais um daqueles olhares de Anita que me colocavam em posição desagradável. Eu não sentia mais gosto, eu não sentia mais o cheiro do vinho à dançar sobre a mesa. Apenas a cabeça doía.
Na noite que ela se deitou para dormir, nenhuma palavra sobre o acontecimento. Minha vontade era levantar da cadeira à beira da janela e chacoalhá-la até ela acordar e me dizer se havia algo entra ela e Salomão. Mas isso pareceria um ato de loucura. Eu era louco... Por ela.
Uma cama de lençóis brancos. Sobre ela uma linda mulher de olhos verdes cujo lápis já havia borrado. Os olhos agora fechados, a maquiagem nem havia sido removida, o batom vermelha ainda era forte em sua macia boca. Seus cabelos encaracolados e negros estavam caídos da cama dançando com o vento que entrava por debaixo da cama.
Uma faca. Uma linda faca, tão linda quanto a moça de batom vermelho. Coloquei-a para dormir eternamente. Craver com todo meu amor a mais bela faca no peito de Anita. Nenhuma reação. Um sorriso, sorriso de quem já pode ver o paraíso com um leve cheiro de enxofre. Coloquei o coração de Anita a dormir eternamente.
Nem um piscar de olhos, nenhuma expressão difernete, ela se foi como precisava ir: Amando-me e sorrindo.
Seu corpo era meu, sua vida já me pertencia e sua morte foi uma consequência.

















